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|Robôs não fazem greve |

Autor(a): Carmem Fecha: 2:29am Miércoles 31 Octobre 2007 Categoría: Notícias Generales / General News

Qual o patrão aufere mais lucros: o que paga maiores ou menores salários?
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Qual o patrão aufere mais lucros: o que paga maiores ou menores salários?
O patrão que paga menores salários, tem menores custos de produção e pode vender mais barato, e quem vende mais barato vende mais; quem vende mais tem maior receita (e menores despesas, pois paga salários menores); quem tem maior receita (e menores despesas/custos) tem lucros mais elevados. Quem tem lucros mais elevados investe mais em inovações tecnológicas. A tecnologia aumenta o contingente do exército industrial de reserva, o qual provoca a baixa dos salários dos empregados. As inovações tecnológicas reduzem não só o salário dos trabalhadores mas também o número de assalariados.
O progresso tecnológico é utilizado pela classe exploradora não para que os operários, trabalhando menos, produzam a mesma quantidade de riqueza mas para que a mesma quantidade de riqueza seja produzida por um número menor de trabalhadores. É a concorrência homem máquina. O homem coopera com a máquina enquanto a máquina concorre com o homem. Vê-se, pois, que no capitalismo a riqueza não cresce, ela apenas se concentra; a riqueza se verticaliza à medidade que a miséria se horizontaliza.

Na prática, a teoria é outra, ou a libertação que educa e a escravização que manipula.

Em um texto intitulado ‘A educação que liberta e a mão que escraviza’, publicado por Leonildo Correa, lemos o seguinte:

“Mas como eles operam isto? Como conseguem gerar riqueza usando a pobreza e a miséria da maioria da população? A resposta é simples: mão-de-obra barata. E aqui entra uma idéia interessante que aparece no filme Matrix. No filme Matrix as pessoas eram cultivadas para gerar energia. Ficavam inerte dentro de um recipiente gerando energia para as máquinas. No mundo atual as pessoas também são cultivadas para gerar energia. E sua energia é usada, nas fábricas, indústrias e comércio, para produzir produtos e serviços que são vendidos no mercado. A energia vira produto e serviços. Ao menos no filme Matrix a pessoa não precisava fazer nada, ficava inerte gerando energia. Na atualidade a pessoa tem que se virar, tem que encontrar um local, um emprego, que aceite a sua energia e lhe paque uns trocados em troca. A realidade é bem mais perversa e sangrenta do que o filme Matrix.

A riqueza é gerada pela energia dos pobres e miseráveis que trabalham muito para ganhar pouco ou quase nada. O lucro daquilo que eles produzem é embolsado pelos grupos dominantes e pelos super-ricos.”

Num comentário inspirado, Pedro Mundim refutou, NA TEORIA, a idéia de que lucros e salários são valores inversamente proporcionais, afirmando:

“Lógica furada
Pedro Mundim 24/10/2007 23:09

Então, a fórmula da riqueza é explorar mão-de-obra barata? Se fosse assim, os países de Primeiro Mundo seriam mais pobres do que nós, pois a mão de obra lá custa muito mais caro do que aqui.

Sua premissa é falsa. Se, por aqui, os pobres fossem menos pobres, os ricos não seriam menos ricos por causa disto. Eles seriam, isto sim, AINDA MAIS RICOS, pois disporiam de um mercado consumidor maior para seus produtos. A grande desigualdade social é a síndrome de um modo de produção primitivo, que gera pouca riqueza à custa de muito trabalho, como, por exemplo, a produção de cana-de-açúcar. Este primitivismo não interessa a ninguém, mas mudá-lo não depende da vontade dos ricos. Ele só muda muito lentamente, à medida que novos modos de produção são implementados. Foi o que aconteceu com os atuais países ricos no passado, e é o que está acontecendo no presente com os países emergentes.

Você imagina os ricos como uma "classe dominante", espécie de irmandade secreta, ardilosa e maquiavélica, que luta para manter os demais na ignorância e na pobreza. Isto é fantasia, produto de imaginação e ressentimento. Os ricos não são diferentes de mim ou de você. Não são piores nem melhores que os outros. São apenas mais ricos.

NA PRÁTICA, quem tem razão: Leonildo Correa ou Pedro Mundim?

Antes de entrarmos nessa questão, vamos apresentar um ponto de vista diametralmente oposto ao do Pedro Mundim. Por volta de 1865, ‘reinava no Continente [Europeu} uma verdadeira epidemia de greves e um clamor geral por aumentos de salários. Nesse cenário aparece um cidadão inglês chamado Weston, que aconselhava os trabalhadores a não fazerem greve por aumento de salários, porque, de acordo com o referido cidadão, quando os salários subiam, a procura aumentava. Com o aumento da procura, os preços subiam. Assim, um trabalhador que ganhasse R$ 400,00 por mês e tivesse seu salário aumentado para R$ 600,00, só conseguiria comprar com seu novo salário a mesma quantidade de bens que comprava com salário antigo. O aumento de salário é acompanhado por um aumento da procura, e, aumentando a procura, os preços sobem. Resumindo, os trabalhadores agora iriam pagar R$ 600,00 pela mesma quantidade de bens que antes valiam R$ 400,00. O aumento de salários, de acordo com os argumentos de Weston, eram apenas nominais.

Quem está certo: Pedro Mundim ou o cidadão Weston?

É o valor dos salários que determina o valor das mercadorias ou, ao contrário, é o valor (preço) das mercadorias que determina o valor dos salários?

Para Marx, o cidadão Weston anda num círculo vicioso, sem chegar a nenhuma conclusão:

“Tomemos o nosso amigo Weston, como exemplo. Primeiro, dizia-nos que os salários regulavam os preços das mercadorias e que, portanto, quando os salários subiam, estas deviam subir também. Depois, dava meia volta para nos demonstrar que um aumento de salários não serviria para nada, visto que também subiriam os preços das mercadorias, e os salários se mediam, na realidade, pelos preços das mercadorias com eles compradas. Assim, partindo da afirmativa de que o valor do trabalho determina o valor da mercadoria, viemos parar na afirmativa de que o valor da mercadoria determina o valor do trabalho. Nada mais fazemos do que nos mover num círculo vicioso, sem chegar a nenhuma conclusão.”

Quem estava correto do ponto de vista da prática: o Sr. Weston os trabalhadores grevistas?

Marx reduziu a pó os argumentos do Sr. Weston, demonstrando que os trabalhadores deviam se unir e se organizar para lutar não apenas por aumento de salários mas para lutar contra a sua redução.

O cidadão Weston partiu de premissas falsas:

“1ª ) que o volume da produção nacional é algo de fixo, uma quantidade ou grandeza constante, como diriam os matemáticos;
2ª ) que o montante dos salários reais, isto é, dos salários medidos pelo volume de mercadorias que permitem adquirir, é também uma soma fixa, uma grandeza constante.”-Marx, Salário, Preço e Lucro.
Ora, havendo aumento de salários, a demanda vai aumentar e, com esta, aumenta os preços das mercadorias. Por outro lado, aumentando a procura e consequentemente os preços, a oferta também vai aumentar. Outros capitalistas vão ser atraídos pela procura e pelos preços altos. Procura e oferta acabarão se equilibrando e os preços tenderão a cair para o preço natural, para o seu valor de troca. Vemos, pois, que o volume da produção é uma grandeza variável, que toda demanda gera sua própria oferta e que o montante dos salários reais, isto é, dos salários medidos pelo volume de mercadorias que permitem adquirir, não é uma soma fixa.
Marx continua:
“Admitamos, porém, que o volume da produção nacional fôsse constante em vez de variável. Ainda neste caso, aquilo que o nosso amigo Weston considera uma conclusão lógica permaneceria como uma afirmação gratuita. Se tomo um determinado número, digamos 8, os limites absolutos dêste algarismo não impedem que variem os limites relativos de seus componentes. Por exemplo: se o lucro fosse igual a 6 e os salários a 2, estes poderiam aumentar até 6 e o lucro baixar a 2, que o número resultante não deixaria por isso de ser 8. Desta maneira, o volume fixo da produção jamais conseguirá provar que seja fixo o montante dos salários. Como, então, nosso amigo Weston demonstra essa fixidez? Simplesmente, afirmando-a.”
Marx vai mais longe:
“É inteiramente certo que a classe operária, considerada em conjunto, gasta e será forçosamente obrigada a gastar a sua receita em artigos de primeira necessidade. Uma alta geral na taxa de salários provocaria, portanto, um aumento da procura de artigos de primeira necessidade e, conseqüentemente, um aumento de seus preços no mercado. Os capitalistas que produzem estes artigos de primeira necessidade compensariam o aumento de salários por meio da alta dos preços dessas mercadorias. Mas que sucederia com os demais capitalistas que não produzem artigos de primeira necessidade? E podeis estar certos que o seu número não é pequeno. Se levardes em conta que duas terças partes da produção nacional são consumidas por um quinto da população – um deputado da Câmara dos Comuns declarou, recentemente, que tais consumidores constituem apenas a sétima parte da nação –, podereis imaginar que enorme parcela da produção nacional se destina a objetos de luxo, ou a ser trocada por objetos de luxo, e que imensa quantidade de artigos de primeira necessidade se desperdiça em criadagem, cavalos, gatos, etc., esbanjamento esse que, como nos ensina a experiência, diminui cada vez mais, com a elevação dos preços dos artigos de primeira necessidade.
Pois bem, qual seria a situação desses capitalistas que não produzem artigos de primeira necessidade? Não poderiam compensar a queda na taxa de lucro, após uma alta geral de salários, elevando os preços de suas mercadorias, visto que a procura destas não teria aumentado. A sua renda diminuiria; e com esta renda diminuída teriam de pagar mais pela mesma quantidade de artigos de primeira necessidade, que subiriam de preço. Mas a coisa não pararia aí. Diminuída a sua renda, menos teriam para gastar em artigos de luxo, com o que também se reduziria a procura recíproca de suas respectivas mercadorias. E como conseqüência desta diminuição da procura, cairiam os preços das suas mercadorias. Portanto nestes ramos da indústria, a taxa de lucros cairia, não só em proporção simplesmente ao aumento geral da taxa de salários, como, também, essa queda seria proporcional à ação conjunta da alta geral de salários, do aumento de preços dos artigos de primeira necessidade e da baixa de preços dos artigos de luxo.”
Concluímos, portanto, que os trabalhadores estavam agindo corretamente ao lutarem por aumento de salários e que o cidadão Weston era o idiota.
Se dermos crédito à Lógica Furada do Pedro Mundim, somos forçados a concluir que os patrões que não aumentam os salários de seus empregados são idiotas e que, mais idiota do que estes patrões, é o estado burguês, ao reprimir os trabalhadores, quando estes fazem greve por reposição das perdas salariais ou por aumento de salários.
Se a tendência dos salários não fosse a redução ao mínimo mais miserável possível, ou seja, se o Pedro Mundim estivesse com a razão, seria necessário fixar legalmente um salário mínimo? Seria preciso a justiça do trabalho?
Quem é o imbecil: o Pedro Mundim ou os patrões, que, além de não aumentarem os salários de seus empregados, estão sempre tentando baixá-los?
Suponhamos que um patrão ‘de visão” e bonzinho caia na lábia do Pedro Mundim e, unindo o útil ao agradável, decida dobrar os salários de seus empregados.
Vamos ver se, na prática, a teoria do Mundim funciona. A lógica do sistema capitalista é a minimização dos custos e a conseqüente maximização dos lucros.
As Forças Cegas de Ricardo ou a Mão Invisível de Adam Smith?
De acordo com Ricardo, as nações são apenas oficinas de produção, o homem é uma máquina para consumir e produzir; a vida humana, um capital; as leis econômicas regem de forma cega o mundo.

Para Adam Smith, a lista de salários que abastece o sustento do trabalhador durante o trabalho é a mais baixa e unicamente necessária, e um complemento apropriado para criar a família a fim de que a categoria dos trabalhadores não seja extinta. Pelo pensamento de Smith, o salário normal é o mais baixo que for compatível com a simple humanité, ou seja, com uma vida banal.
A mão invisível do Smith puxa sempre os salários para o nível de subsistência.
Se um patrão aumentar os salários dos seus empregados, os seus custos (despesas) aumentarão na mesma proporção e os seus lucros cairão na proporção inversa, afinal lucro é a diferença entre receitas e despesas, como as despesas (com salários) aumentaram, o lucro diminui na proporção inversa.

O aumento dos salários implica no aumento dos custos. Com custos mais elevados, o patrão que aumentou o salário de seus empregados tem que elevar os preços de seus produtos (e serviços) em relação aos seus concorrentes, para compensar o aumento dos salários. Vendendo mais caro, a sua receita vai cair, pois receita é igual ao preço vezes a quantidade (R = Px Q). Assim, suas receitas diminuem ao mesmo tempo em que suas despesas aumentam, os seus lucros caem, tendendo para o prejuízo. A persistir nessa antinomia econômica, o patrão bonzinho e esperto se proletarizará, tomando o posto de um proletário, o qual se lumpen-proletarizará. Resumindo, o patrão mau pagador embolsará os salários pagos pelo patrão bom pagador.

Nessa situação, o patrão esperto e bonzinho pode ou lutar para baixar os salários dos seus empregados ou pegar os lucros acumulados durante os anos anteriores e vender seu capital, investindo sua fortuna no mercado de capitais e viver dos juros auferidos.

Mas suponhamos que o patrão que, seguindo o conselho do Pedro Mundim, dobrou os salários de seus empregados, apesar de ter maiores custos que seus concorrentes, decida vender seus produtos (e serviços) ao preço de mercado: Nesse caso sua receita continuará igual a antes, mas suas despesas aumentaram. Nesse caso, seu lucro baixará.

Com seus lucros em queda, o nosso bom e inteligente capitalista, que seguiu o conselho do Pedro Mundim, não vai mais continuar investindo em inovações tecnológicas, e sem isso, seus produtos (e serviços) se tornarão cada vez mais caros em relação aos seus concorrentes, os quais, a cada inovação tecnológica, barateiam seus produtos e substituem trabalhadores por máquinas, tornando-os apenas um apêndice da máquina, um órgão vestigial, cuja presença não incomoda a não ser em caso de apendicite e cuja ausência não faz falta, reduzindo cada vez mais seus custos. O capitalista que vende seus produtos a um preço mais baixo.

O patrão que não segue o conselho idiota do Mundim, porque sabe que seus lucros aumentarão não com o aumento dos salários, mas com a redução dos seus custos e da conseqüente diminuição do preço dos seus produtos), baixa os salários de seus empregados, o que lhe permite vender seus produtos a um preço mais baixo que seus concorrentes. Os preços baixos de seus produtos acarretam a diminuição dos salários, pois com menores salários vai ser possível comprar a mesma quantidade de mercadorias.

Na verdade, o patrão não está preocupado com o consumo dos trabalhadores, até porque este consumo não é fundamental para a economia capitalista. A economia política, diz Marx, trata o trabalhador como um cavalo, fornece-lhe apenas o suficiente para continuar trabalhando. Quem move a economia capitalista são os burgueses. Os capitalistas são os consumidores por excelência. Enquanto o operário gasta todo o seu salário com artigos de primeira necessidade, [o suficiente para continuar trabalhando}, o patrão gasta uma pequeníssima parte seus lucros com artigos de primeira necessidade, gastando o grosso desses lucros com artigos de luxo e na compra de bens de produção.

Na verdade, o valor dos salários não é determinado pela vontade do patrão, como quer o Mundim, nem pelo preço das mercadorias, como pretendia Weston. Marx afirma nos Manuscritos que ‘os salários têm parte de seu valor determinado pela luta árdua entre o capitalista e o trabalhador. Nessa luta o capitalista sempre vence. Afinal, o capitalista pode viver mais tempo sem o trabalhador do que este sem aquele’. A outra parte do valor do salário é determinada pelo tempo de trabalho necessário para a sua subsistência. Ao contrário dos lucros, que são extraídos na produção e apenas realizados na circulação, o valor dos salários é, em parte, determinado pela lei da oferta e da procura no mercado de trabalho (se há muitos desempregados, há sempre alguém que, pressionado pelas circunstâncias, está disposto a fazer um mesmo trabalho por um salário menor, e os capitalistas, se aproveitando do excesso de contingente do exército industrial de reserva, fazem o salário descer para o nível de subsistência, e passam alimentar os trabalhadores com aveia, em vez de alimentá-los com trigo, e com batata em vez de carne) e realizado na produção. A outra parte dos salários é determinada na arena política da luta de classes. É por isso que a greve política é proibida por lei. Aliás, se a burguesia pudesse, ela revogaria a lei da oferta e da procura quando a oferta de mão-de-obra é pequena. Os salários dos operários dos países do primeiro mundo são relativamente altos não porque os capitalistas de lá sejam bonzinhos ou tenham visão, mas porque o exército industrial de reserva de tais países é pequeno e porque os trabalhadores de lá são unidos e lutam de forma organizada. Some-se a isso a exploração do terceiro mundo por tais países. (O fato de o lucro ser extraído na produção e realizado na circulação, não impede que o trabalhador seja explorado tanto como produtor como consumidor. No Manifesto Comunista, Marx constata que depois de sofrer o exploração do fabricante e de receber seu salário em dinheiro, o operário torna-se presa de outros membros da burguesia: do proprietário, do varejista, do agiota etc.).

A lei da oferta e da procura tem sua vigência limitada. Se por exemplo, a oferta de determinada mercadoria cresce, os seus preços caem. No caso de a oferta da tal mercadoria continuar a crescer, os preços das mesmas se reduzem em proporção inversa, mas eles (preços) têm um piso: o custo de produção da referida mercadoria. Quando o preço das mercadorias se iguala aos seus respectivos custos, os patrões destroem parte da produção em vez de distribuí-las ou de vendê-las a um preço igual ou inferior aos custos de produção.

O valor do salário não é determinado pela lei da oferta e da procura de trabalhadores, pois se fosse assim, numa situação de pleno desemprego alguém iria trabalhar gratuitamente para o patrão. Por maior que seja a oferta de mão-de-obra, nenhum operário se dispõe a trabalhar sem que, no mínimo, sua existência seja garantida pelo seu trabalho. O valor do salário é determinado pelo tempo de trabalho (social) necessário para a sobrevivência do trabalhador, o problema é que o trabalhador pode subsistir sendo alimentado com batata em vez de carne e com aveia em vez de trigo. É nesse ponto de determinação dos meios de subsistência do trabalhador que entra a luta política entre patrões e empregados. A luta política ajuda a reverter a lei da oferta e da procura.

Quanto menor for o tempo de trabalho necessário para produzir os meios de subsistência do trabalhador, menor será seu salário, já que é possível adquirir a mesma quantidade de meios de subsistência com um salário menor (mais-valia relativa).


Torna-se evidente, diz Marx, que a economia política considera o proletário, ou seja, aquele vive, sem capital ou renda, apenas do trabalho e de um trabalho unilateral, abstrato, como simples trabalhador. Por conseqüência, pode sugerir a tese de que ele, assim como um cavalo, deve receber somente o suficiente para continuar trabalhando.

Só há uma situação em que os salários podem subir sem que, para isso, os lucros tenham que baixar necessariamente: é quando a riqueza aumenta numa sociedade.

“Analisemos uma sociedade em que a riqueza aumenta”, propõe Marx. “Essa ocorrência é a única favorável ao trabalhador. Nesse caso há concorrência entre os capitalistas e a procura de trabalhadores supera a oferta. Mas, primeiramente, a elevação de salários leva ao excedente de trabalho entre os trabalhadores. Quanto mais desejam ganhar, mais têm de abrir mão do tempo e realizar um trabalho de escravo, em que sua liberdade se encontra totalmente alienada e a serviço da mesquinhez. Assim, abreviam suas vidas. Redução análoga do tempo de vida é uma conjuntura favorável para a classe trabalhadora como um todo, já que torna necessária uma oferta sempre renovada de trabalhadores. Essa classe tem sempre que sacrificar uma parte de si mesma, para não ser arrasada como conjunto...
...Dessa forma, mesmo na conjuntura de sociedade que é mais favorável ao operário, o resultado fatal para o trabalhador é o trabalho exagerado e a morte precoce, deterioração em máquina, a submissão ao capital que se acumula em intimidante oposição a ele, nova concorrência, a morte à fome ou a mendicância para uma parcela dos trabalhadores.
A elevação de salários desperta no trabalhador igual anseio de enriquecer que no capitalista, mas só o pode satisfazer pelo sacrifício de seu corpo e espírito. O aumento de salários implica e provoca o acúmulo de capital; assim, ele aliena progressivamente o produto do trabalho do trabalhador. Da mesma forma, a divisão do trabalho torna-o cada vez mais unilateral e dependente, e insere não só a concorrência de outros homens, mas também das máquinas. Uma vez que o trabalhador foi diminuído a máquina, a máquina pode com ele concorrer. Finalmente, assim como a acumulação do capital aumenta a importância da indústria e, assim, o número de trabalhadores, também como resultado dessa acumulação o mesmo volume de indústria produz uma maior quantidade de produtos que leva á superprodução e culmina ou no desemprego de grande parte dos trabalhadores ou na redução de seus salários ao mais miserável mínimo. Estas são as conseqüências da situação da sociedade que é mais favorável ao trabalhador, a saber, uma situação de riqueza que cresce e se desenvolve.”

Vemos, portanto, que as crises de superprodução são causadas não porque o trabalhador tem seus salários rebaixados, (teoria do subconsumismo), mas ao contrário, porque seus salários aumentam.

(Underconsumption - One of the early underconsumption theories says that because workers are paid a wage less than they produce, they cannot buy back as much as they produce. Thus, there will always be inadequate demand for the product.
Marx himself wrote, in Volume II of Das Kapital, the following critique of underconsumptionist theory: "It is sheer redundancy to say that crises are produced by the lack of paying consumption or paying consumers. The capitalist system recognizes only paying consumers, with the exception of those in receipt of poor law support or the 'rogues.' When commodities are unsalable, it means simply that there are no purchasers, or consumers, for them. When people attempt to give this redundancy an appearance of some deeper meaning by saying that the working class does not receive enough of its own product and that the evil would be dispelled immediately it received a greater share,i.e., if its wages were increased, all one can say is that crises are invariably preceded by periods in which wages in general rise and the working class receives a relatively greater share of the annual product intended for consumption. From the standpoint of these valiant upholders of 'plain common sense,' such periods should prevent the coming of crises. It would appear, therefore, that capitalist production includes conditions which are independent of good will or bad will. . . " [as quoted by Franz Mehring in his biography of Karl Marx, p. 404 of the 1935 Covici, Friede edition, tr. Edward Fitzgerald]. Marx argued that the primary source of capitalist crisis was not located in the realm of consumption, but rather, in production. In general, as Anwar Shaikh has argued, production creates the basis for consumption, because it puts purchasing power into the hands of workers and fellow capitalists. To produce anything requires the individual capitalist to buy machines (capital goods) and employ workers.
In Volume III, Part III of Das Kapital, Marx presents a theory of crisis which is solidly grounded in the contradictions he sees in the realm of capitalist production: the Tendency of the rate of profit to fall. He argues that as the capitalists compete with each other, they strive to replace human laborers with machines. This raises what Marx called "the organic composition of capital." However, capitalist profit is based upon living, not "dead" (i.e., machine) labor. Thus as the organic composition of capital rises, the rate of profit tends to fall. Eventually, this will cause a fall in the mass of profit, giving way to decline and crisis.)

http://en.wikipedia.org/wiki/Underconsumption

Vemos pois que Weston e o Pedro Mundim estão cada um mais equivocado que o outro.
O Leonildo Correa não tem razão ao dizer que a riqueza do patrão é gerada às custas da mão-de-obra barata. Ainda que a mão-de-obra fosse cara, os patrões continuaram enriquecendo às custas dos operários. “Um aumento de salários imposto (desprezando outras dificuldades, e especialmente a de que uma anomalia dessas só poderia ser mantida pela força) não passaria de uma remuneração melhor de escravos, e não restauraria, seja para o trabalhador seja para o trabalho, seu significado e valor humanos.”- Marx, Manuscritos Econômicos e Filosóficos
Sobre a Educação. Sim, de fato a educação liberta e é justamente porque ela liberta que uma das Estratégias de Manipulação é MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE - Fazer como que se o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.
“A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores” (ver “armas silenciosas para guerras tranqüilas”).
Assim, a educação liberta, mesmo que os gregos tenham sido escravizados pelos romanos, mas só nos educaremos quando nos libertarmos.
O Pedro Mundim e o Leonildo Correa vão levar, cada um, nota 10. O Leonildo Correa numa escala de 0 a 100; o Pedro Mundim numa escala de 0 a +8 na posição horizontal, isto é, de zero a mais infinito, porque suas idéias não correspondem aos factos. Afinal, como dizia um cartão de uma Universidade de Bangladesh: “Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona. Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe o porquê. Neste recinto, conjugam-se teoria e prática: nada funciona e ninguém sabe porque.”

http://www.midiaindependente.org/pt/green/2007/10/399859.shtml

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|Salário Mínimo y lucro máximo |

Autor(a): Patrão Fecha: 2:03am Lunes 5 Noviembre 2007 Categoría:

Salantino não entendeu patavina
+ perdido d q cego em tiroteio 01/11/2007 01:56


O problema do capitaismo não é a geração de renda mas a sua distribuição, u melhor, a sua concentração. O modo como a riqueza capitalista e produzida determina a forma como ela é distribuida, ou, se quiserem, concentrada, a qual, por seu turno, acaba condicionando o modo como ela é produzida, mas não de forma dialética, mas mecânica. não há luta de opostos, mas união.

O capital só se acumula se excluir do seu ranking um número x de capitalistas e um número y do ranking da classe trabalhadora. Para cada capitalista q sobe, há x capitalistas q quebram (e vão para o proletariado) e muitos operários que perdem o emprego para as máquinas. Os salário se reduzem devido ao fato do aumento da oferta-de-mão de obra. São ncessárias menos pessoas para produzir a mesma quantidade de riqueza. Em vez de se reduzir a jornada de trabalho, se reduz o número de trabalhadores, os quais, por serem cada vez menos numerosos, não tem força (suficiente) para lutar contra o achatamento de seus salários, o que é facilitado pelo aumento da oferta de mão-de-obra, o que barateira o preço pago pelo trabalho desenvolvido. Uma máquina permite a um trabalhador fazer o trabalho de muitos outros trabalhadores no mesmo intervalo de tempo. O capitalista não precisa baixar o salário nominal do seu empregados para aumentar seu lucro, basta baixar, sorrateiramente, o seu salário real. Com o máquinário a produtividade do trabalhador aumenta. Imaginemos um trabalhador que durante a sua vida produz riqueza suficiente para alimentar 4 homens, trabalhando 10 horas por dia. Isto significa que nas duas primeiras horas do dia, o operário trabalha para si, as oito horas restantes são trabalhadas para sustentar não 4 homens, mas um só, o patrão.

Se o patrão compra um máquina que permite ao operário produzir, durante sua vida, o suficiene para alimentar 9 homens, ele incluso, trabalhando 9 horas por dia, significa que na primeira hora da labuta o trabalhador produz o suficiente para o seu próprio sustento, que nas oito horas restantes, ele vai trabalhar o bastante para manter 8 seres humanos na mais pura ociosidade, produção que será aproriada pelo patrão e vendida aos 8 homens suficientes para consumí-las, isto é, os outros burgueses.

antes o operário trabalhava dez horas, duas dessas hora para seu próprio sustento, tinha 14 horas 'livres' do patrão, e sustentava 5 homens, ele incluso; agora ele trabalha nove horas, tem 15 horas distante do patrão, nutre 9 homens, ele incluso. O patrão agora vai desempregar 8 trabalhadores, e e ficar com 8/9 do fruto do suor do trabalhador. Cuidado, q tem muita gente de olho no teu emprego. Se dedica. Ele vai baixar teu salário. se tu não quisers o emprego, tem quem queira. Ruim com ele, pior sem ele. Cada vez você trabalha menos prá sí e mais para o patrão, com um salário cada vez menor. e por aí segue até a baixa da égua.

der as suas mercadorias, mer o fruto do trabalho de um só homem. dessa forma, 8 homens são desempregados pela máquina. Antes, na jornada de trabalho de dez horas, o operário trabalhava duas horas para compensar seu salário e 8 horas para o patrão lucrar em cima de 8 homens; agora ele trabalha um hora para si e as restantes 8 horas para sustentar, na mais inerte ociosidade, do patrão. o patrão, mesmo operárvai produzir o suficiente para a sua sobrevivência, depois vai trabalhar mais duas horas para cada um dos 4 homens. e uma nova máquina adquirida pelo patrão permite agora a este trabalhador produzir osuficiente para alimentar 8 homens Com uma nova máquina instalada na fábrica, esse trabalhador vai produzir riqueza suficiente para alimentar dez homens. , uma nova máquina instalada Ele produz mais do que produzia antes. Se o salário do operário durte uma assim, quanto mais o trabalhador produz mais ele na mesma custo a preço mais barato. opatrão O excedente é

riqueza anteriorment gerada
porque

, que perdem o emprego para as máquinas. alguns descempara o proletariadosubir alguns capitalistas tem que descer para as fileiras do proletariado e o proletariado descerá para o campo dos excluídos, perdendoo emprego para as máquinas.

(desempregados pela máquina para a máquina.

e capitalista for a forma como a riqueza é produzida édeterminando, riqueza é produzida determina e é por sua vez deterinada
O problema não é a produção de riqueza mas a sua superprodução. O problema tá no modo como a riqueza é produzida; e ela é produzida de tal forma que quanto mais ele cresce mais pessoas são excluídas tanto da produção através do desemprego estruural, ´(trabalhadores desempregados pela máquina), quanto do consumo. O capitalismo só cresce se excluir um número x de capitalistas e um y número de trabalhadores.
Onde é que eu tava mesmo, deixa prá lá. far
Para capitalista que sobre há ucapitalista que vai para a classe operária e um trabalhador que vai pro olho da rua. cho que sãomuitos burgueses e operários se fudendo no mercado.ta )classe alta, proletarização dos pequenos capitalistas, que devido tanto da produção (desemprego)na classe operaria qto na classe burguesa. do processo produtivo e também do processo
produção, não na circulação. mas no modo como a riqueza é produzida, que determin tal forma de circulação.a sua superprodução. O capitalismo gera riqueza. Isto não tá posto em dúvida no texto comentado. O problema é que p cada Wal-Mart há milhões de favelas. de trenchtown ao Morro do borel. O problema está nomodo de produção, não na de circulação. Para cada rico há n pobres. Gera rendar renda o capitalismo gera, o probema é que quanto ela mais gra ais ele concetra. Ele só cresce produçãoacaba se voltando contra a sua causa


As duas operações fundamentais da economia burguesa
Enio Salgado 01/11/2007 11:03


O sistema capitalista só reconhece duas operações aritméticas: subtração e multiplicação.

O capitalismo consegue duplicar sua riqueza não reduzindo a miséria social à sua metade, mas quadruplicando o número de miseráveis.
Por outro lado, quando a riqueza capitalista é reduzida à sua metade -e isso acontece quando o número de miseráveis é quadruplicado- a miséria social é duplicada.

O capitalismo não reconhece a divisão.

Na sociedade pós-capitalista, 2+2=5,5.

Imaginemos dez homens, o primeiro deles possui uma laranja, o segundo, duas, o terceiro, três, e assim sucessivamente, até o décimo homem, o qual possui dez laranjas.

Se somarmos as laranjas do primeiro e do décimo homens e as dividirmos entre os dois homens, cada um ganhará 5,5 laranjas.

Se somarmos as laranjas do segundo e do nono homens e as dividirmos entre os dois homens, cada um ganhará 5,5 laranjas.

Se somarmos as laranjas do terceiro e do oitavo homens e as dividirmos entre os mesmos, cada um ganhará 5,5 laranjas.

Se somarmos as laranjas do quarto e do sétimo homens e as dividirmos entre os mesmos, cada um ganhará 5,5 laranjas.

Se somarmos as laranjas do quainto e do séxto homens e as dividirmos entre os mesmos, cada um ganhará 5,5 laranjas.

É preciso dividir para poder multiplicar. Que sociedade é menos pobre, a que tem maior ou a que tem menor desigualdade social?

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|A experiência de Enzo Rossi |

Autor(a): Gambler Fecha: 4:19am Lunes 5 Noviembre 2007 Categoría:

Patrão tentou provar aos empregados que a remuneração paga era suficiente para o sustento de 30 dias. Não era. Desistiu da experiência e deu aumento

Vera Gonçalves de Araújo

Campofilone é uma das capitais italianas da pasta. Cidadezinha pequenina (1.700 habitantes) no interior da região das Marcas, na Itália central, faz o melhor talharim do país (e, portanto, do mundo). O maccheroncino de Campofilone é um talharim fininho, cortado a mão, que é preciso cozinhar por um minuto apenas. A cidade vive graças às fábricas de massas e a uma agricultura inteligente. Entre as empresas, a mais bem sucedida é La Campofilone. Quando Enzo Rossi comprou a fábrica, em 1997, faturava 90 milhões de liras (mais ou menos 45 mil euros). Hoje, chegou a um milhão e 600 mil euros, com uma gestão que manteve a qualidade tradicional, mas investiu no marketing, numa embalagem bem bolada e numa boa rede de distribuição nacional.
Em agosto, Enzo decidiu fazer um teste. Seus 20 operários - na grande maioria mulheres - viviam reclamando do salário, baixo demais para viver num país cada vez mais caro: mil euros mensais. Para demonstrar que os salários não eram tão baixos assim, Enzo decidiu viver por um mês com o mesmo dinheiro de seus operários. Ele e sua mulher - que também trabalha na empresa - começaram o teste com grande otimismo. Poupança, nada de restaurantes e vinhos caros, nada de cartões de crédito.
Enzo Rossi resistiu vinte dias, afinal o dinheiro acabou.
Depois do teste, Enzo decidiu aumentar o salário aos seus operários de 200 euros mensais. Quando a notícia saiu nos jornais, outros empresários lhe telefonaram, interessados ou desconfiados. A quem o procura, Enzo conta o seu agosto de operário. "Tomamos cuidado, economizamos tudo que pudemos, mas, depois de vinte dias, a carteira estava vazia. Entrei no bar com os últimos 20 euros no bolso, e pensei: se encontro algum amigo, não posso nem oferecer um aperitivo. Me senti como quem está debaixo d'água, sem oxigênio". Nas Marcas não oferecer um vinhozinho aos amigos é uma idéia realmente intolerável.

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|Wages shrink |

Autor(a): Unemployed Worker Fecha: 10:08pm Martes 6 Noviembre 2007 Categoría:

"The more the division of labor and the application of machinery extend, the more does competition extend among the workers, the more do their wages shrink together."

Karl Marx

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|Dead Labour versus Living Labour |

Autor(a): Rod Fecha: 11:47pm Martes 6 Noviembre 2007 Categoría:

"It's true that labour produces wonderful things for the rich – but for the worker it produces privation. It produces palaces – but for the worker, hovels. It produces beauty - but for the worker, deformity. It replaces labour by machines, but it throws one section of the workers back to a barbarous type of labour, and it turns the other section into a machine. It produces intelligence – but for the worker, stupidity, cretinism" (Marx 1981 p65).

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